segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Espero que mates a fome aos teus filhos e que tires as dores à tua mãe.


Espero honestamente que tenhas filhos em casa com fome. Ou que tenhas uma mãe com uma doença rara e precises de comprar medicamentos caríssimos.
No limite, espero que estivesses a ser perseguido e esta fosse a tua única hipótese de fuga.
Mesmo que seja pequena a probabilidade de estas razões se aplicarem, prefiro acreditar nelas.
E vou dizer-te porquê.



Porque o carro que levaste me custou a ter.

Não foram os meus pais que me ofereceram. Fui eu. Fui eu que trabalhei para o ter.
E sabes porque o tinha? Não era só um capricho. Eu tinha-o porque preciso dele... para trabalhar.

Sim. Ganhar a vida honestamente e pagar impostos. Conheces?

Agora vou ter de continuar a fazê-lo, mas sem o meu carro. Vou ter de correr para apanhar o último metro.

Mas eu não vivo ao pé do metro. Eu vivo na periferia e não tenho autocarros durante a noite.

Gostava que soubesses que vou ter de começar a ir a pé para casa. Sozinha. De noite.

E estou a dizer-te porque sei que te vai custar saber isto. Porque não me roubaste o carro por egoísmo ou diversão.

Porque quero acreditar que o levaste porque precisavas mesmo dele.

Espero que mates a fome aos teus filhos e que tires as dores à tua mãe.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Praxe


Lembro-me que quando entrei para a faculdade quis ser anti-praxe. Simplesmente porque não tinha paciência. E lembro-me, também, de receber todo o tipo de comentários do género "vais-te arrepender"; "é a melhor altura da tua vida!"; "experimenta, não custa nada". 

E lá fui à praxe. Baldei-me mais do que qualquer outro colega porque, lá está, não tinha paciência! Eu até me dei bem com a roupa do avesso e as letras escritas em batom na testa. 

Porra, eu até gostava dos cânticos!!! No entanto, vivia bem sem ter de estar constantemente a olhar para os pés dos senhores académicos. Em Setembro, com o pessoal a andar muitas vezes de havaianas...passei vários dias a olhar para pés. E se eu odeio pés!!!!!


E depois não me podia rir. E tinha que saber a voz dos 40 académicos de cor, porque não podia olhá-los nos olhos. 
E excelentíssimas académicas, com todo o respeito... que complexo de inferioridade! Uma pequena percentagem escapava a esta bruta vontade de deitar as "bestas para baixo".



Sim. Porque cabe na cabeça de gente com mais de 20 anos chamar outros de bestas. Na verdade, na altura não me aborreceu, mas nos dias que correm, e quando penso nisso... não era bonito!

E porque é que eu tinha de passar a manhã, a tarde e a noite com os excelentíssimos académicos? Eu estava a mudar de casa, tinha mais que fazer do que passar o tempo todo em "integração".

E porque raio é que eu tinha de arranjar 2 cigarros em 5 minutos, no meio da recepção ao caloiro? Um cigarrinho para a excelentíssima académica e mais um para o namorado. Lá vai a Joana, a respirar fundo e à espera da altura em que "é super engraçado e te divertes muito e fazes amigos para a vida!".

Chegou o dia do desfile. Tinha passado a manhã toda enjoada. Mas a besta não pode faltar ao desfile, senão vai ouvir. Aí é que vi que os meus académicos nem se esticaram muito. Havia malta de outros cursos a cheirar a peixe podre.



E escusado será dizer que o cheiro se entranhou em mim, antes de levar com uma chuvada... dos bombeiros!!!!! Sim, porque há água com fartura para apagar fogos pelo país então vamos desperdiçar esta para molhar as bestas. Só porque sim.

E depois os jantares!! Todas as quintas-feiras a bestinha tem de arranjar 12€ para ir comer mal e beber muito.

Foi por estas e por outras que, quando cheguei ao último ano (só com três matrículas... peço desculpa mas sou de bolonha e não chumbei!!!) não praxei. Para já porque tinha mais que fazer do que estar o dia todo na faculdade a dar ordens aos meninos e depois porque não tinha a mínima vontade.

Fui praxada porque cedi à pressão dos meus colegas de casa, mais velhos, mais "sábios" e que deram a sua opinião, na melhor das intenções.

Mas não gostei. Por isso é que me baldei na maior parte das vezes. E, sabendo o que sei hoje, teria sido anti-praxe. Sue me!

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Technicolor

"You know how...

In that Wizard Of Oz movie, that girl... Dorothy. How she goes on this amazing adventure. That's all in glorious technicolor, right? 

And then she ends up back on the farm in boring black and white.

That's how it was with this woman. Before her I knew exactly how my life was going to go and then I met her and suddenly I could see a totally different future for myself. 

In color.

Once you've seen Oz who wants to go back to Kansas?"




in Masters Of Sex, Episode 4.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Estar cansado é crime!


Hoje em dia ninguém pode estar cansado do trabalho.

Não. Porque, depois de um longo dia a trabalhar, se nos queixarmos, caem-nos milhares de desempregados em cima!

Porque quem tem trabalho tem muita sorte! Devia dar muitas graças e queixar-se menos.

Não vou começar uma dissertação sobre muitos desempregados que conheço e que têm mais "sorte" que eu, até porque não gosto de colocar toda a gente no mesmo saco.



Mas meus caros desempregados que tanto gostam de levantar o dedo quando os "empregados" se queixam do seu trabalho... Não percebem que ao queixarmo-nos, também estamos a tentar melhorar as coisas para vocês?

Não digo que reclamar seja a solução. Mas se continuarmos todos a deixar que nos aumentem o horário de trabalho; que nos paguem menos; que nos ponham a fazer o trabalho de dois, três ou dez, só estamos a limitar as hipóteses que vossas excelências têm de um dia vir a ter emprego?

Ou não é isso que vos interessa? Poder trabalhar, descontar, e ter alguma dignidade?

Alguma, sim, meus caros. Porque quando vossas excelências também estiverem a trabalhar fora de horas, a ganhar mal e tiverem de pensar se o "rico" ordenado que ganham chega para a renda de casa; o almoço (o jantar, muitas vezes fora de casa porque trabalharam horas a mais), o passe ou a gasolina, o parquímetro (porque às horas que saem já não há transportes para a vossa zona); a multa porque ficaram mais horas do que era suposto e não conseguiram ir pôr parquímetro, etc...


Enfim. Pequenas coisas para vos fazer pensar. Não digo que quem está desempregado esteja na melhor situação do mundo, muito pelo contrário e não desejo isso a ninguém. Mas, por favor, quando alguém que trabalhou 13 horas seguidas e chegou a casa dos pais (porque o que ganha não dá para pagar uma renda) e abriu a boca para dizer "Que dia! Estou exausto!"... tenham algum respeito.

domingo, 3 de março de 2013

And no one can hear it


"When you drop a glass or plate on the ground it makes a loud crashing sound. When a window shatters, a table leg breaks, or when a picture falls off the wall it makes a noise. But as for your heart, when that breaks, it's completely silent. You would think as it's so important it would make the loudest noise in the world, or even have some sort of ceremonious sound like the gong of a cymbal or the ringing of a bell. But it's silent and you almost wish there was a noise to distract you from the pain.
(...)
But that's the thing about love. No one is untouchable. It's as wild as that, as raw as an open flesh wound exposed to salty sea water, but when it actually breaks, it's silent. You're just screaming on the inside and no one can hear it."

terça-feira, 19 de junho de 2012

White Blank Page




Maldito sejas Youtube, que não me deixas partilhar este video como deve ser.
The Vampire Diaries, com um final de série tão forte...agora parado até setembro.
Mas esta música...cai tão bem aqui.
Optimus Alive! Vai ter de ser. Pelo bem da minha sanidade mental, vai ter de ser!

Esta série é muito mais que uma história de Vampiros. Vai muito mais além... (ao ponto de até a minha mãe estar viciada). E tem tantas semelhanças com...coisas da vida que se torna assustador.

Enquanto as séries grandes não voltam, vou vendo Drop Dead Diva, The Listener e The Client List (mas que prestação da Jennifer Love Hewitt!)

E enquanto não há Setembro e não há The Vampire Diaries... que me valha o Youtube e todos os videos da série que sejam com músicas dos Mumford&Sons ou dos Florence And The Machine...

terça-feira, 12 de junho de 2012

No pensamento de... "Adoro o que faço!"


Hoje vi uma colega com quem já não falava há uns bons anos. Outra loucamente apaixonada pela profissão. Alguém que eu tenho a certeza que nasceu para fazer isto mais do que qualquer outra coisa.
Muita gente gosta de apontar a frase "Tiveste muita sorte".
A minha opinião vai ao encontro daquilo que estou farta de dizer: Não acredito no destino, acredito nas consequências das nossas escolhas.
Quem faz o que gosta, faz porque trabalhou para isso, porque lutou com todas as forças do mundo para conseguir. Porque quando surgiram as oportunidades, as agarrou com unhas e dentes, sem medos, sem olhar para trás.
Onde é que eu posso admitir que fui sortuda? 
Tive sorte porque cedo soube o que queria. E porque, sabendo o que queria, lutei por isso.
É por isso que às vezes as pessoas são tão incompatíveis comigo. Porque funcionam por luas, ou por ciclos, não consigo compreender muito bem, mas também já desisti de tentar!

Não sei o que é certo ou errado, e acho que isso depende de cada um... mas a mim não me cabe na cabeça seguirmos um caminho só porque pareceu mais fácil, só porque...estava ali e como não sabiamos muito bem para onde queriamos ir... fomos para o primeiro sítio que nos apareceu à frente.
E claro que há sempre quem vá por tentativas. Tentam ir para A porque é o que acham que querem mais, mas depois não conseguem, por isso partem para o B... que, a seguir ao A, é o mais sensato e perfeito. Mas depois também não resulta com o B...e aí, por exclusão de partes...olha...siga para C e seja!

Nesse raciocínio, sim... sou uma sortuda. Sempre quis A e sempre vou querer A. E felizmente tenho A e sou tão feliz assim!

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Impulsos


Never Let Me Go - Florence And The Machine

Somos carne, sangue a correr a cada segundo. Mas pensamos. Pensamos sempre. Quando agimos "sem pensar", estamos apenas a encostar-nos ao nosso lado animalesco.
Porque há coisas que não conseguimos explicar com palavras. Há coisas que simplesmente...são. Por muito que tentemos, só nós...na nossa essência...conseguimos compreender.
Se somos vítimas do destino? Acredito mais nas consequências das nossas escolhas. Mas há coisas... há pessoas que nós não escolhemos. Ou escolhemos numa parte de nós tão escondida, tão imersa no nosso universo, que não percebemos o porquê.

Looking up from underneath, fractured moonlight on the sea...
Reflections still look the same to me
As before I went under.
And it's peaceful in the deep, 
Cathedral where you cannot breathe, 
No need to pray, no need to speak 
Now I am under.

Sabemos até onde podemos chegar...pelo bem da nossa sanidade mental. Mas testamos esse limite. Vamos deixando que essas barreiras invisíveis entre o que está certo e o que está errado (?) se desvaneçam... 

And it's breaking over me, 
A thousand miles onto the sea bed, 
Found the place to rest my head.

Cedemos até já não aguentarmos mais. Ou será que aguentariamos? Aguentariamos mas não quisemos aguentar. Porque era demasiado importante, num certo momento.... deitar tudo a perder?


And the arms of the ocean are carrying me, 
And all this devotion was rushing out of me, 
And the crashes are heaven, for a sinner like me, 
The arms of the ocean deliver me.



For a Sinner like me. 


Não. Não cedemos. Somos racionais. Pensamos antes de agir e por isso... jogamos pelo seguro. O que tem de ser tem muita força...


E o que não tem de ser...


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Prendas de Natal

Independentemente do dinheiro que gaste, sou uma pessoa que se costuma orgulhar das prendas que dá. Isto porque não dou valor à prenda material em si (cliché, Joana), mas sim ao tempo que uma pessoa dedica a pensar "mas o que é que esta pessoa gosta?" ou "o que é que vai fazer esta pessoa feliz?". Isso e saber as coisas que a pessoa não gosta de todo, para não parecer uma provocação (por exemplo, oferecer flores amarelas. A minha interpretação será sempre negativa).

Gosto de reunir, numa prenda, tudo ou apenas uma parte (possível) daquilo que a pessoa mais gosta, incluindo um toquezinho meu. Por exemplo, no ano passado, ofereci aos meus amigos, juntamente com as suas prendas personalizadas, um cupão a oferecer-lhes 24h do meu tempo. Cupão esse, que me obrigaria a estar disponível para o que eles quisessem/precisassem durante 24h (não incluindo favores sexuais, obviamente). Acabou por ser uma desilusão. Mas eu sei, com o meu instinto maquiavélico que ainda se vão arrepender.

Anyway, este ano estou a tratar das minhas procuras no eBay (Btw, acho indecente que agora toda a gente decida imitar-me, só porque as minhas prendas são sempre super fantásticas e personalizadas)...e dei-me conta, uma vez mais... que gasto imenso dinheiro a procurar as prendas perfeitas para os outros...e não gasto nem um décimo desse valor comigo mesma. De vez em quando, devia comprar uns cupões de massagens para mim própria, ou jantares num restaurante asiático, ou workshops de sushi, o que me leva ao meu conselho para este Natal:

Em vez de gastarem dinheiro para os outros no Natal, gastem em coisas para vocês próprios. Usem esse dinheiro para serem mais felizes e...nos restantes 364 dias do ano, sejam mais simpáticos, bem educados e menos rudes e mal dispostos, especialmente para quem não tem culpa dos vossos problemas.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Saiu há coisa de umas semanas uma reportagem na SÁBADO, que criou polémica. No primeiro dia eram "burros dos estudantes, que não sabem quem é o José Saramago e o Durão Barroso e pensam que quem pintou a Capela Sistina foi o Miguel Arcanjo". Nos dias que se seguiram, foi mais "estupidos dos jornalistas, que escolheram perguntas complicadíssimas e ainda por cima manipularam o vídeo!!!".
Ora bem... meus caros: Há bom e mau jornalismo. Há bons e maus professores, médicos, funcionários públicos, etc., etc., etc.
Não vou aqui questionar se o trabalho de quem montou esta reportagem foi bom ou mau, só pergunto com que avançado sistema de manipulação de som e vídeo é que aqueles sacanas conseguiram colocar palavras na boca daqueles inocentes estudantes que, coitados, foram de certeza obrigados a dar a entrevista. Sim, coitados dos estudantes, que na sua vida ocupadíssima de estudante, com as terríveis preocupações da vida de estudante, têm lá tempo para pensar em cultura geral e essas cenas que não lhes assistem. E ainda por cima, são colocados à frente de uma câmara onde, em vez de se exaltar a sua qualidade de estudante universitário, se mostra aquilo que eles não sabem e, na sua humilde opinião, nem têm nada que saber!
Foram movimentos no Facebook, por todo o lado, para se deitarem abaixo esses gatunos dos jornalistas que os fizeram passar de burros, mas também ouvi comentários de pessoas por quem passar. "Porque vi lá muitos amigos meus da Católica e eles dizem que estavam era muito nervosos, por isso é que responderam mal". Pois, coitados dos estudantes universitários. Quando passarem para a vida profissional, espero que nunca tenham uma situação de stress que tenham de resolver rapidamente, senão todos os conhecimentos que andaram a (pagar) adquirir na universidade desaparecem, por causa dos nervos.
Eu não sei a Tabela Periódica, e tenho muito respeito por quem a conhece de trás para a frente, mas sei que o 25 de Abril foi...dia 25 de Abril de 1974. Aprendi na escola, é verdade, mas quando cheguei à escola já o sabia. Já os meus pais me tinham chagado a paciência a contar a mesma história. Porque aconteceu com eles. Aqui. Em Portugal. Nunca vi o filme do Padrinho (sim, podem dizer que sou uma vergonha para os amantes do cinema... ou da 7ª Arte, para dizer de forma mais bonita), e a minha primeira resposta seria "Al Pacino" e não "Marlon Brando". Pronto, tirei a dúvida com a minha mãe, que viu o filme. Ainda que errada, acho que a minha resposta seria desculpável. Porque quando o filme foi feito certamente que o Orlando Bloom usava fraldas. E sei quem é a chanceler alemã porque, apesar de já não ver televisão, de vez enquando abro um daqueles sites...sim aqueles que têm as últimas notícias sobre a Casa dos Segredos e o que aconteceu ontem à noite na novela que ganhou o Emmy...mas normalmente faço-o para ver o que se está a passar à minha volta. E diga-se, a Angela Merkel tem saído em algumas notícias da actualidade, vá...só algumas.
Algumas respostas são desculpáveis, outras...na minha não-tão-humilde opinião, nem por isso. Não há desculpa para a falta de rigor. Principalmente quando se grita que a malta está a sair licenciada (sim, porque licenciatura é sinónimo de qualificação) e não encontra emprego... coitados, têm de continuar a viver com os pais e ter um carro em segunda mão e comprar roupas no Outlet. Coitada da geração à rasca!
Sim, porque os meus pais, que no seu tempo passaram fome; a minha mãe teve de trabalhar para pagar todos os estudos e o meu pai nem estudos conseguiu ter porque trabalhava para comer (sim, era muito fino); que passaram por 20 estágios antes de poderem trabalhar na área para a qual se formaram. Eles não são geração à rasca. Coitados é dos meninos que têm os pais a pagar centenas de euros por mês porque não entraram na pública, que têm de estagiar à borla e por causa disso têm de viver com os pais e pedir aos pais dinheiro para a gasolina e para ir beber uma imperial ao fim do dia com os amigos. Ah, vida difícil. No meio de tantas preocupações, como é que querem que uma pessoa saiba quem é o presidente da Comissão Europeia? Até deve ser um estrangeiro qualquer! Ainda se fosse português... ;)

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

haha

Hoje queimei uma carta que já devia ter queimado há muito tempo. Enquanto ardia, olhei para ela dentro do lava-loiça. Olhei para ela e imaginei-a a cantar "Just gonna stand there and watch me burn". E depois sorri. Aquele sorriso de cabra insensível proveniente das minhas, sei lá, inconstantes mutações de humor!

A cozinha ficou a cheirar a papel queimado mas a minha mãe nem se atreveu a reclamar!

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Pontuações de lado, detesto quantificar a qualidade de um filme. Este, a meu ver, na minha ignorância cinematográfica...está excelente. Está nomeado para melhor filme nos Óscares e já ganhou não-sei-quantos prémios e blá blá blá. Não me interessa se ganha um ou dez ou zero Óscares...não é isso que me fará gostar mais ou menos. Para mim este é o Melhor Filme. Colin Firth, por quem eu tenho adoração pessoal, foi o Melhor Actor. Quando penso no assunto, e posso estar muito influenciada pelo filme em si, mas não escolheria outra pessoa. Ele desempenhou o papel de King George VI perfeitamente. Aliás, eu nunca gostei de história, mas este filme foi absolutamente delicioso. Teve os seus momentos de tensão, mas também de humor: Colin Firth mais uma vez nos proporciona largos momentos hilários sem cair no exagero e na figura de palhaço. Um excelente desempenho, sem dúvidas. Helena Bonham Carter: pessoalmente não morro de amores por ela, mas consegui gostar dela e acreditar no que ela estava a representar. Não diria que está digno de um Óscar, até porque não era um papel que puxasse assim tanto. Geoffrey Rush: Sem dúvida uma excelente prestação como Lionel Logan. A entrega ao personagem está, na minha perspectiva, divinal. E não é todos os dias que nos vemos a vestir a pele de uma pessoa tão completa. De "Dr." não tinha nada, nem queria assim ser chamado porque não o era, pelo menos não académicamente. Dá um bom exemplo de como por vezes a formação não basta. A experiência e o empenho são tão ou mais importantes. O que é facto é que muitos "Drs" tentaram, mas só ele conseguiu ajudar o Rei que não conseguia falar...acompanhando-o até ao fim. A empatia entre Colin Firth e Geoffrey Rush tornou as suas cenas de Terapia da Fala momentos muito bem passados, em que a plateia se riu e se emocionou. Não sou ninguém, não percebo nada de cinema se não como amante da 7ª arte e...parte do público. Se vai ganhar Óscares? Eu acho que merecia dois. Mas a verdade é que nem sempre ganham os melhores...aliás, cada vez menos. E gostos não se discutem certo? O que posso fazer é aconselhar a quem não viu...fazê-lo logo que possa. 118 minutos muito bem passados, e isto diz-vos a menina que não comenta o "The Social Network" porque das 4 vezes que já o tentou ver...adormeceu.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Friends


Joachel & Sandler
as seen in Friends.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Porque é que eu estive a medir o meu polegar?

Curiosidades sobre o corpo humano:
- A comida leva sete segundos para ir da boca ao estômago.
- Um fio de cabelo aguenta o peso de 3 kg.
...- O tamanho médio do pénis é três vezes o comprimento do polegar.
- O fémur é mais forte do que o cimento.
......- O coração da mulher bate mais rápido que o do homem.
- Existem aproximadamente um trilião de bactérias em cada pé.
- As mulheres piscam os olhos duas vezes mais que os homens.
- O peso médio da pele é duas vezes maior que o do cérebro.
- O corpo utiliza mais de 300 músculos para manter o equilíbrio quando está parado em pé.
- As mulheres que estão a ler este texto já terminaram.
- Os homens ainda estão ocupados a medir os polegares



Eu tenho problemas.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Aquela coisa que se faz para reanimar as pessoas, mas versão blog.

Eu devia estar a estudar psicologia, dado que tenho um exame sexta-feira e amanhã tenho que trabalhar e estagiar, mas o Sandro inspirou-me e agora aqui estou a fazer cenas num dia em que...pronto, em que...cenas.

Dedico este post ao Sandro, pelo dia que é...e porque ele me inspirou a reanimar o meu blog, que estava em coma desde uma época muito estúpida da minha vida.

E dedico-lhe esta música (não dá para incorporar porque o Youtube agora é boring), porque quando cantávamos isto no singstar e eu queria muito cantar, ele ficava desanimado e dizia que era música de cagar devagarinho.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Até breve,

Já passaram 4 anos e eu nem os vi passar. Há quatro anos atrás eu estava a dormir quando a minha mãe me acordou para dar a notícia, como se de uma notícia banal se tratasse. Há quatro anos fiz aquela viagem dolorosa, com aquela banda sonora que nunca esquecerei. Há quatro anos atrás vi como uma mãe pode ser indiferente à morte de um filho. Vi-te partir, mas nunca te esqueci. Nunca me esquecerei do dia em que te sentaste na minha secretária e falámos sobre como as pessoas que mais amamos são as primeiras a partir. Foste prova dessa teoria. Tenho saudades de ter de fechar os olhos de medo quando conduzias, de sair contigo de casa às dez da noite na véspera de Natal para ir beber café a uma bomba de gasolina. Aliás, tenho saudades do Natal, que há 4 anos atrás deixou de existir. O Natal que mesmo que dispensasse a comida e os bolos e as árvores e as prendas, tinha-te a ti e às maluqueiras em que só tu alinhavas. Estás gravado para sempre em mim. Até breve.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Não podia deixar de publicar isto.

"A INÚTIL"(professora) escreveu a Miguel Sousa Tavares.....

Vale a pena ler, muito bem respondido.
'A inútil' escreveu assim a Miguel de Sousa Tavares :


Sobre os Professores

É do conhecimento público que o senhor Miguel de Sousa Tavares considerou 'os professores os inúteis mais bem pagos deste país.' Espantar-me-ia uma afirmação tão generalista e imoral, não conhecesse já outras afirmações que não diferem muito desta, quer na forma, quer na índole. Não lhe parece que há inúteis, que fazem coisas inúteis e escrevem coisas inúteis, que são pagos a peso de ouro? Não lhe parece que deveria ter dirigido as suas aberrações a gente que, neste deprimente país, tem mais do que uma sinecura e assim enche os bolsos? Não será esse o seu caso? O que escreveu é um atentado à cultura portuguesa, à educação e aos seus intervenientes, alunos e professores. Alunos e professores de ontem e de hoje, porque eu já fui aluna, logo de 'inúteis', como o senhor também terá sido. Ou pensa hoje de forma diferente para estar de acordo com o sistema?


O senhor tem filhos? - a minha ignorância a este respeito deve-se ao facto de não ser muito dada a ler revistas cor-de-rosa. Se os tem, e se estudam, teve, por acaso, a frontalidade de encarar os seus professores e dizer-lhes que 'são os inúteis mais bem pagos do país.'? Não me parece... Estudam os seus filhos em escolas públicas ou privadas? É que a coisa muda de figura! Há escolas privadas onde se pagam substancialmente as notas dos alunos, que os professores 'inúteis' são obrigados a atribuir. A alarvidade que escreveu, além de ser insultuosa, revela muita ignorância em relação à educação e ao ensino. E, quem é ignorante, não deve julgar sem conhecimento de causa. Sei que é escritor, porém nunca li qualquer livro seu, por isso não emito julgamentos sobre aquilo que desconheço. Entende ou quer que a professora explique de novo?

Sou professora de Português com imenso prazer. Oxalá nunca nenhuma das suas obras venha a integrar os programas da disciplina, pois acredito que nenhum dos 'inúteis' a que se referiu a leccionasse com prazer. Com prazer e paixão tenho leccionado, ao longo dos meus vinte e sete anos de serviço, a obra de sua mãe, Sophia de Mello Breyner Andersen, que reverencio. O senhor é a prova inequívoca que nem sempre uma sã e bela árvore dá são e belo fruto. Tenho dificuldade em interiorizar que tenha sido ela quem o ensinou a escrever. A sua ilustre mãe era uma humanista convicta. Que pena não ter interiorizado essa lição! A lição do humanismo que não julga sem provas! Já visitou, por acaso, alguma escola pública? Já se deu ao trabalho de ler, com atenção, o documento sobre a avaliação dos professores? Não, claro que não. É mais cómodo fazer afirmações bombásticas, que agitem, no mau sentido, a opinião pública, para assim se auto-publicitar.

Sei que, num jornal desportivo, escreve, de vez em quando, umas crónicas e que defende muito bem o seu clube. Alguma vez lhe ocorreu, quando o seu clube perde, com clubes da terceira divisão, escrever que 'os jogadores de futebol são os inúteis mais bem pagos do país.'? Alguma vez lhe ocorreu escrever que há dirigentes desportivos que 'são os inúteis' mais protegidos do país? Presumo que não, e não tenho qualquer dúvida de que deve entender mais de futebol do que de Educação. Alguma vez lhe ocorreu escrever que os advogados 'são os inúteis mais bem pagos do país'? Ou os políticos? Não, acredito que não, embora também não tenha dúvidas de que deve estar mais familiarizado com essas áreas. Não tenho nada contra os jogadores de futebol, nada contra os dirigentes desportivos, nada contra os advogados.
Porque não são eles que me impedem de exercer, com dignidade, a minha profissão. Tenho sim contra os políticos arrogantes, prepotentes, desumanos e inúteis, que querem fazer da educação o caixote do (falso) sucesso para posterior envio para a Europa e para o mundo. Tenho contra pseudo-jornalistas, como o senhor, que são, juntamente com os políticos, 'os inúteis mais bem pagos do país', que se arvoram em salvadores da pátria, quando o que lhes interessa é o seu próprio umbigo.

Assim sendo, Sr. Miguel de Sousa Tavares, informe-se, que a informaçãozinha é bem necessária antes de 'escrevinhar' alarvices sobre quem dá a este país, além de grandes lições nas aulas, a alunos que são a razão de ser do professor, lições de democracia ao país. Mas o senhor não entende! Para si, democracia deve ser estar do lado de quem convém.

Por isso, não posso deixar de lhe transmitir uma mensagem com que termina um texto da sua sábia mãe: 'Perdoai-lhes, Senhor Porque eles sabem o que fazem.'


Ana Maria Gomes
Escola Secundária de Barcelos

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Crianças Sábias

"Silêncio é o Barulho baixinho!..."
Sara Peixoto, 3 anos

"Um livro tem palavras que fazem sonhos."
Joana Cruz, 3 anos

"Poesia é uma coisa que não é a mesma coisa mas é igual"
Beatriz Antunes, 4 anos

"Este gelado até inverna as mãos."
Gonçalo Gonçalves, 4 anos

"Estou com tosse. Engoli frio um dia."
Inês Fernandes, 4 anos

"Eu faço magia quando abraço o meu pai.
Cláudio Almeida, 4 anos

"Quando o ar cheira bem é porque os astronautas no espaço estão a
comer rebuçados."
Gustavo Almeida, 5 anos
"O céu à noite é um lençol com estrelas."
Gustavo Almeida, 5 anos

"O Amor é o dobro."
João Cassola, 5 anos

"Os namorados são amigos de casamento"
Areana Semedo, 6 anos